Histórico
No ano de 1960, em busca de melhores condições de vida e
trabalho, saíram de um país arrasado de
pós-guerra, com um só objetivo, de trabalhar e prosperar
em um país totalmente desconhecido; desembarcando em solo
brasileiro, no Porto de Salvador Bahia, as famílias Hirata e
Fujisawa se estabeleceram nas regiões de Catú e Candeias.
De 1960 a 1964, trabalharam na extração de madeira na
zona da mata e serralherias em Catú e Candeias, onde
comercializavam no comércio local e na capital da Bahia,
Salvador.
Em 1965, saíram da Bahia, e foram para a Região do Vale
do São Francisco, especificamente em Petrolina-Pernambuco, onde
iniciaram a exploração das culturas de cebola, tomate,
feijão, pimentão e melancia.
Outra atividade paralela era a pesca, onde alimentavam as
famílias e o excedente era vendido nos mercados locais. O Rio
São Francisco, ainda apresentavam grandes diversidades de peixes
naquela época.
O cultivo de cebola também predominou em muitos anos, onde comercializavam nos mercados locais e no sudeste do Brasil.
O tomate foi também uma das culturas mais cultivadas nessa
época. Foto da classificação do tomate, onde eram
transportados e comercializados no mercado do Nordeste.
Em 1970, todos os membros da Família Fujisawa e parte da
família Hirata foram em buscas de novas oportunidades de
trabalho em outras regiões do país, São Paulo,
Bahia e Paraná, e, retornando novamente para o Vale do
São Francisco, no inicio da década de 80, onde o Governo
Estadual e Federal implantaram, os Projetos de Irrigação,
Maniçoba, Mandacaru, Curaçá e outros, ficando
aqui, apenas, um membro da família, Kanichi Hirata e sua
família. No início da década de 70, Kanichi Hirata, arrendou uma
terra de 3 hectares na região vale do rio salitre, para cultivar
hortaliças em pequena escala. Em poucos anos de trabalho, conseguiu comprar a área arrendada,
e ampliar a sua área de terras agrícolas.
Foto de carregamento de tomate de mesa, em 1973.
Carregamento de cebola, na época, ainda se
“trançava” os bulbos da cebola para
comercialização.
Em 1974, iniciava uma nova fase do desbravador Empresário Rural,
Kanichi Hirata (Paulo “japonês”, como é
conhecido na região), o cultivo do melão amarelo, onde
foi buscar novos conhecimentos e tecnologias em outras regiões
produtoras do Brasil, Belém do Pará, Mato Grosso e no
interior de São Paulo. O pioneirismo, a dedicação
e o conhecimento no cultivo do melão, com qualidade e
produtividade, deram a ele a denominação de: “O Rei
do Melão”.
Foto da área cultivada com melão na época, onde
atualmente estão implantadas a manga (mangifera indica), das
variedades Tommy Atkins, Haden e Palmer.
Um dos pioneiros tam bém no cultivo de manga ( mangifera indica)
na região do Vale do São Francisco. Em 1980, iniciaram a
implantação de manga das variedades: Haden, Tommy Atkins,
Vandyke e Keitti e que, atualmente, prevalecem apenas a primeira e a
segunda variedade, as duas últimas foram sobrenxertadas com a
Palmer. No entanto, o cultivo do melão ainda predominou, como
cultura principal da Fazenda Arizona, até meados de 1986, onde a
produção de grandes Fazendas no Rio Grande do Norte,
tornavam inviável economicamente, a exploração com
grandes áreas, da cultura aqui no Vale do São Francisco.

Em 1983, através do Governo Federal, Ministério da
Agricultura e o Incra, do então Presidente da República,
João Figueiredo, foram realizadas seleções de
empreendedores de cada região do Brasil, cada Estado um
representante era escolhido, um Empresário Rural ou, um
Pecuarista. A Bahia, foi representada por Kanichi Hirata –
Fazenda Arizona, recebido em Brasília – DF, O Prêmio Produtividade Rural / Produtor Modelo de 1983.
Em 1984, a CAC/CC – Cooperativa Agrícola de Cotia /
Cooperativa Central, atualmente aqui no Vale do São Francisco,
é a CAJ – Cooperativa Agrícola de Juazeiro,
homenageou com um diploma de 1º lugar como Produtor de melão de 1983, entregue pelo Diretor Presidente, na época, Sr. Gervásio Tadashi Inoue.
Atualmente, as Fazendas: Arizona, Eldorado e Hirata, possuem uma área cultivada com
manga ( mangifera indica), em torno de 230 hectares na região do
Vale do São Francisco, no salitre, município de
Juazeiro-Bahia.